It was a slap in the face how quickly I was replaced...
Acho que qualquer garota, que viveu a adolescência/juventude nos últimos 10 anos, se identificou em algum momento com a letra de "You Oughta Know", da Alanis Morissette. Me surpreendeu saber que alguns meninos conhecem esse segredinho. É a break-up song número 1, aquela música que melhor representa a dor de um coração partido, de ter sido trocada por outra, de dar tudo de si num relacionamento e, de repente, ser deixada - sem nenhuma explicação.
Eu já atravessei muitas fases assim - inclusive estou atravessando uma neste momento. E, para me divertir, tentei listar minhas "break-up songs" preferidas. Tentei limitar a 5 músicas, mas não pude deixar a número 6 de fora. Aí vai:
1 - "You Oughta Know", Alanis Morissette
2 - "Take a Bow", Madonna
3 - "Saints and Sailors", Dashboard Confessional
4 - "Blue Eyes Blue", Dashboard Confessional
5 - "Out of Reach", Gabrielle
6 - "It Hurts So Bad", Susan Tedeski
Talvez essas não sejam as melhores músicas sobre corações partidos, mas são as que fazem mais sentido para mim nesse momento, que expressam melhor o que estou sentindo.
Terça-feira, Agosto 03, 2004
Terça-feira, Julho 27, 2004
I just don't know what to do with myself...
Eu diria que tem algo errado comigo. Nas últimas semanas eu:
- Comprei um guarda-chuva
- Comecei a ler um livro de auto-ajuda
- Venho me preocupando com vestidos, bolsas, sapatos, ècharpes
Embora isso pareça perfeitamente normal para qualquer mulher de 21 anos, carioca, vivendo nessa sociedade pós-moderna de necessidades fúteis e consumista, isso não é normal para mim.
Porque eu comprei um guarda-chuva? Eu nunca me incomodava com a chuva antes. Gostava de levantar o rosto, encarar a chuva de frente e cantar "Beautiful day", do U2. Então, há uns 15 dias atrás, eu comprei um guarda-chuva em plena estação de São Cristóvão. Será que estou me tornando uma pessoa cautelosa, preocupada com saúde e bem-estar? Cadê minha coragem, minha ousadia, meu espírito rebelde???
Quanto ao livro de auto-ajuda, por incrível que pareça, está me fazendo compreender muitas coisas. Sempre tive curiosidade de ler "Homens são de marte, mulheres são de Vênus", mas até semana passada, nunca tinha colocado esse plano em ação. Aí, andando pela saraiva, eu abri o livro numa página, li uma coisa que fez muito sentido para mim naquele momento - sobre homens e porque eles se distanciam quando as mulheres os chamam para conversar. No dia seguinte, peguei o livro na biblioteca e tenho praticamente devorado as páginas nos últimos dias. Estou compreendendo várias coisas, não apenas sobre o comportamento masculino, mas mesmo atitudes que eu adotava e não tinha consciência dos efeitos delas.
E hoje, no ônibus, um homem me viu lendo o livro, achou que eu era algum tipo de terapeuta e tal, e mesmo depois de eu esclarecer que não era, resolveu se abrir pra mim sobre os problemas com a ex-mulher e etc. Há uns meses, eu comentei com uns amigos que deveria virar psicanalista. Esse fato foi mais uma confirmação disso.
Quanto aos vestidos, sapatos, bolsas...nem me lembra...minha formatura é em menos de 2 meses and It's driving me bananas!!!
Quinta-feira, Julho 22, 2004
"Another day goes without any change
The feeling we live with still remains
We're stuck in a whole and we're searching for anything to hold on to
There has to be somewhere that we can be safe from the lives we live each day
There has to be somewhere that we can be far away..."
Assim começa uma das músicas mais legais do novo CD do Hoobastank, chamada "Escape". Mas não vou falar sobre Hoobastank agora. Coloquei esse trecho da letra porque ele resume bem o sentimento de desânimo dos jovens descritos em "On the Road".
Embora os críticos da época tenham criticado Jack Kerouac por ter retratado tão cruamente e sem nenhum juízo de valor aquela geração de jovens sem rumo da década de 50, que vieram a ser chamados de "beats". Rapazes, principalmente, entre 20 e 30 anos que viam na liberdade sua única razão de ser; na bebida e no sexo, suas únicas diversões; sem responsabilidade ou interesse em arrumar um trabalho sério e construir uma vida sólida.
A verdade é que ele descreveu ali uma juventude entediada, com o mundo, com suas vidinhas patéticas, com as expectativas da sociedade... e com liberdade o bastante para jogar tudo para o alto e botar o pé na estrada atrás de algum sentido, de um modo de escapar das limitadas possibilidades que a "vida real" nos oferece.
Quem nunca se sentiu assim?
Terça-feira, Julho 20, 2004
Dez Coisas que Eu Odeio Em Voce
Eu adoro esse filme, e há milhares de coisas que eu poderia ressaltar, como a fantástica trilha sonora, o fato de ser um dos melhores filmes sobre High Schools americanas da ultima decada, adoro a personalidade dessa Catarina muito mais do que a da qual o filme se baseou - a Catarina, de "A Megera Domada", de Shakespeare (que tinha tudo para ser a primeira obra feminista da literatura inglesa, mas Sir. Shakespeare estragou tudo no final). Enfim, uma das coisas que eu adoro nesse filme é esse poema, com o qual me deparei hoje. E, neste momento, ele fez bastante sentido pra mim...
Ten Things I Hate About You
I hate the way you talk to me
And the way you cut your hair
I hate the way you drive my car.
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots
And the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick.
It even makes me rhyme.
I hate...
I hate the way you're always right.
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,even worse when you make me cry.
I hate it that you're not around
And the fact that you didn't call
But the mostly I hate the way I don't hate you
Not even close, not a little bit, not even at all.
Sábado, Julho 17, 2004
Dando prosseguimento ao último post, eu comprei o "On the Road" e já cheguei à página 70. Porém , ainda não me senti motivada a fugir de casa ou a fundar o "The Doors". Explicando: a introdução do livro diz que ele influenciou Bob Dylan, Christie Hynde, Hector Babenco e mais um monte de gente a fugir de casa, além de ter servido de motivação para Jim Morrison fundar o The Doors...
Mas não posso negar que, logo nas primeiras páginas, foi crescendo em mim uma incrível vontade de viajar. Um tipo de viagem que eu ainda não encarei - ou por falta de grana, ou de liberdade, ou de incentivo, não sei. Uma viagem louca, muito mais louca do que os verões "on the road" em Santa Catarina. Uma viagem de coragem, de arrastar um mochilão por cidades, estradas, trilhas, praias e montanhas, enfrentando dificuldades e problemas, ganhando experiência de vida e conhecendo pessoas loucas, peculiares, brilhantes...
Ainda há tanto o que ser vivido, tanto a ser experimentado, tanto mundo a ser descoberto...
Adoro quando um livro me desperta algum tipo de crise. Acho que essa é a melhor coisa na literatura.
Ao som de: "Have You Ever Seen The Rain", Credence Clearwater Revival:
"Someone told me a long ago
There's a calm before the storm
I know, and it's been comin' for some time
When it's over, so they say
It'll rain on a sunny day
I know, shinin' down like water
I want to know, have you ever seen the rain
Comin' down on a sunny day?"
Domingo, Julho 04, 2004
O mundo é um lugar cruel para os adolescentes. E posso afirmar com certeza que foi muito cruel pra mim quando eu era adolescente. Hoje percebi uma das razões.
Vamos voltar a 1997, 1998... Sem emprego, sem mesada fixa, eu vivia apenas com o dinheiro da passagem para ir e voltar do colégio. Eu era louca por Silverchair e mais ainda por Oasis. (Note que era uma época pré - MP3, internet, Kazaa, gravadores de CD e CD's virgens por R$0,99 na Uruguaiana) Você tinha que comprar os CD's das suas bandas favoritas logo que eram lançados no Brasil. E isso era caríssimo, tipo uns R$ 12,90 até R$15,90...(como eu reclamava sem saber o que o futuro iria me aprontar... veja os preços dos CD's hoje!!!)
Mas voltando aos velhos tempos...para uma pessoa que vivia sem dinheiro, essa era uma quantia dolorosa para desembolsar...mas eu juntei moedinha por moedinha, 1 real por 1 real... às vezes, levava um mês, que era um mês sem lanche no recreio, sem comprar uma revista, andando pra economizar a verba do ônibus... mas eu comprei naquela época o "Freak Show", do silverchair; "Be Here Now" e "Definitely Maybe", do Oasis. Eu amava muito meus albunzinhos porque sabia da dificuldade que era obtê-los...
Por que toda essa história? Para vocês entenderem um pouco da minha dor ao ver, hoje, esses 3 CD's mencionados (e mais o "frogstomp", que merece outro post qualquer dia) numa daquelas promoções das Lojas Americanas, custando solamente R$9,99!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hoje, que eu trabalho, tenho meu dinheiro, poderia comprar todos de uma vez sem me desesperar ou ir à falência!!!Argh, que raiva!!!
Tá, mas nem tudo é tão bom assim quanto a minha situação financeira atual. Hoje também aconteceu algo incrível, um toque da graça de Deus na minha vida: eu achei "On the Road", do Jack Kerouac, na Soldier, por menos de 20 reais e em português. Vocês sabem há quanto tempo eu procuro esse livro??? Há anos. Desde a primeira vez que ouvi a palavra beatnik e fui saber o que essa geração significou para a pop culture mundial na metade do século passado e como influenciou tudo o que veio a seguir. E eu tenho que ler esse livro para saber o porquê de tudo isso.
Mas aí eu vi que não tinha dinheiro para levá-lo naquele momento. O que tinha na conta era o suficiente para vier até o dia do pagamento e nada a mais. Mas tudo bem, semana que vem eu volto para buscá-lo, juntamente com outro livrinho que achei depois em outra livraria, chamado "O que é Punk?" Abro esse livrinho, e na segunda página, onde o cara tá falando das influências que levaram ao nascimento do Punk Rock, ele cita Jack Kerouac e "On the Road"...
Just kill me now, doggy dog world!!!
Ao som de: "I dare you to move" - Switchfoot
"I dare you to move
like today never happened
today never happened before"
Terça-feira, Junho 22, 2004
Muito Barulho por Nada
Por estar recebendo algumas reclamações nas últimas semanas, reservo-me este momento para meu direito de resposta:
1) Roberto (cunha): Eu vou escrever sobre ACDC um dia...assim que a banda me fornecer alguma inspiração. Aliás, devo elogiar o seu texto no nosso (ou seu) falecido Ópera Rock sobre o cd da banda. É por isso que nunca escrevi sobre eles, porque não conseguiria ser tão eloquente quanto você. Ah, e ACDC está sem a barra no meio por culpa desse seu teclado!!!
2) Fábio e Renato (laranja): Vocês não se manifestam, e depois vem reclamar que eu só falo sobre Rock. Em minha defesa, quero atestar algumas coisas:
- Eu gosto de Rock. Vocês querem que eu fale sobre o quê? Forró? Axé?
- Só para constar, os 2 posts anteriores não foram exatamente sobre Rock, mas sim sobre Pop. De qualidade, claro. Nunca esperem ler aqui algo sobre Beyoncé.
- Eu não gosto de escrever textos no estilo de diário no blog. Eu tenho o meu diário para isso. E eu escrevo sobre as músicas que me causam impacto num momento, filmes que eu gosto, livros...isso é parte do meu dia-a-dia, parte do que eu sou. Nada mais íntimo do que isso.
3) Fabiana (snow): Viu como estou mantendo o blog atualizadinho? Quanto ao Orkut...tá difícil, filha. Acho que ele tem algo contra o meu computador...
4) Daniel Johns (silverchair): Eu sei que você não lê esse blog, mas porque diabos você raspou a cabeça???
Sábado, Junho 19, 2004
Every day's a new day...
A essa altura da minha vida, eu já devia ter aprendido a nunca julgar uma banda por uma ou duas músicas, a não tirar conclusões de cunho definitivo sem ouvir um CD inteiro. Ou melhor, mais de um CD, de preferência de fases diferentes (vide o que eu descobri recentemente comparado os albúns de estréia e os trabalhos mais recentes de bandas com Incubus ou Dashboard Confessional).
"Only a man in a funny red sheet
Looking for special things inside of me"
De qualquer forma, eu não devia ter julgado Five for Fighting pela baladinha "Superman", que entrou na 2a trilha sonora de Dawson's Creek e que eu já ouvi tocando em algumas rádios 'de elevador' aqui do Rio. A música é linda, uma delícia de se ouvir.
Também não devia ter julgado pela segunda música que ouvi, num episódio de Joan of Arcadia, chamada "100 years". Claro que, com esse record eu já os julgava uma bandinha de trilhas de séries adolescentes. Quem não faria o mesmo?
"Only a man in a funny red sheet
Only a man looking for my dream"
Mas como as duas músicas eram ótimas, fiquei com vontade de ouvir o CD mais recente. E percebi que, mesmo se apoiando nas baladas, eles são uma banda de rock. A música que me fez concluir isso se chama "The Taste". Estou ouvindo-a agora, tentando identificar tudo o que ela lembra, a que outras bandas ela remete, mas nada me vem à mente. Ouçam e me ajudem.
"I can't stand to fly
I'm not that naive
I'm just out to find
The better part of me
I'm more than a bird
I'm more than a plane
More than some pretty face beside a train
It's not easy to be me"
Five for Fighting - Superman
Domingo, Junho 13, 2004
Uma canção em homenagem ao fim de semana do dia dos namorados. Uma música fofa, que tem tudo a ver comigo...
Love Song For No One
by John Mayer
Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me
Sábado, Junho 12, 2004
A maioria dos filmes parece melhor quando vistos pela 2a vez. Claro que, para assistir uma segunda vez, você tem que ter gostado do que viu previamente.
Reassitir um filme é uma arte. Na primeira vez que você assiste, há aquela ansiedade para saber o que vai acontecer a seguir, como vai terminar etc. Se, ao final, você sentiu-se bem, achou bonitinho, considerou bem gasto seu dinheiro, uma dica: espere uns 2 anos e assista esse filme novamente. Desta vez, preste atenção aos detalhes, como às músicas que tocam e como elas se encaixam nas cenas, em como o diálogo flui nas seqüências que você lembra de ter gostado, aos figurinos, ambientações, atuações...
Gostar mais ou menos de um filme também tem a ver com o momento que você atravessa. Se você ficar filosofando sobre o roteiro logo na primeira vez, você perde parte da ação e, conseqüentemente, o sentido da história. Mas, ao assistir novamente, você pode pausar, pensar um pouco, traçar paralelos com a sua vida...absorver o filme de uma outra maneira.
Essa semana, eu reassiti "Alta Fidelidade", do Stephen Frears, adaptado do livro do Nick Hornby (eu tinha prometido ler o livro após assitir o filme pela primeira vez, mas até hoje não li). Dessa vez, reparei em como o John Cusack está perfeito no papel do cara abandonado e inseguro. Eu até compreendi melhor o personagem, pois nesse meio tempo convivi de forma mais próxima com carinhas naquele estágio pós-rompimento. Reparei mais no Jack Black, já que - desde a primeira vez que vi - assisti uns 3 ou 4 filmes onde o Jack Black fazia exatamente o mesmo papel - o gordinho egocêntrico e fanático por música.
Mas, obviamente, há coisas que são divertidas sempre, seja na primeira, na segunda ou na décima vez que se vê um filme. Em "alta fidelidade" eu ressaltaria 2 detalhes: As listas "top five" (claro!!!) e o momento em que toca "Walking on Sunshine". Eu simplesmente adoro essa música.
